quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"O Morangueiro"




O morangueiro é um vinho em geral de cor violácea a rosada, com um intenso aroma frutado, que nalgumas circunstâncias lembra o cheiro do morango (daí o nome). Tem em geral baixa graduação alcoólica (7 a 10%), o que dificulta a sua conservação, transformando-se rapidamente em vinagre se exposto ao ar. Tal obriga a que o vinho seja normalmente consumido no ano de produção, sendo em geral os restos destilados para aguardente. Apesar dos enólogos o considerarem de muito baixa qualidade, o morangueiro é refrescante e por ser intensamente aromático é utilizado em refrescos (com uma bebida gasosa) e em culinária, continuando a ter grande número de apreciadores. Os produtores inter-específicos resultam do cruzamento entre uma vitis vinífera e uma vitis americana, solução encontrada para obter vinhas resistentes à filoxera. Os produtores directos americanos são cultores de vitis americana.  O morangueiro apareceu em Portugal na sequência da destruição dos vinhedos tradicionais causada pela filoxera. Ganhou particular relevo no norte do país (nomeadamente no Minho e no Douro Litoral), abrangendo zonas que pela sua humidade e altitude não permitem o cultivo da vinha europeia. Foi nessas zonas que este vinho ganhou maior adesão popular, particularmente porque as vinhas americanas produziam mais que as europeias. A competição feita aos bons vinhos foi intensa, redundando na proibição da comercialização do morangueiro. Nos Açores, a introdução das vinhas americanas, em particular da casta Isabel, levou ao quase desaparecimento das vinhas europeias, sendo ali produzido, em quantidade assinalável, um vinho do tipo morangueiro denominado vinho de cheiro, o qual é comercializado (em violação das normas europeias) e tem um importante papel na culinária e nas festividades tradicionais (é o vinho usado nos bodos dos Impérios do Divino Espírito Santo. No Brasil o morangueiro tem alguma presença no sul do país, não tendo qualquer importância comercial. Em Portugal a comercialização do morangueiro é proibida desde há algumas décadas, embora fosse amplamente tolerada. A União Europeia, a instâncias dos Estados membros produtores de vinho, proíbe a comercialização no espaço comunitário desde 1995, tendo, contudo, anunciado recentemente a intenção de rever essa norma. Em Trás-os-Montes, a eventual alteração legislativa poderá ter um reflexo positivo, pois permitirá reabilitar a produção deste vinho em alguns concelhos, nomeadamente em Montalegre (Covelo do Gerês), Boticas e Vila Pouca de Aguiar, zonas onde era tradicional. O mesmo acontece no Alto Minho e em certas localidades do Douro Litoral. Embora a proibição do vinho morangueiro se deva essencialmente a razões de protecção comercial aos vinhos de castas europeias, tem sido consistentemente alegado que o morangueiro é nocivo para a saúde pela presença do flavonóide malvina, a antocianina corante que lhe dá o tom violáceo, e por ser rico em metanol. Este último composto resulta do facto de algumas castas varietais (Noah, Isabelle, Concord e Ives) darem uvas com elevada acidez, pouco açúcar e película rica em pectina. Nestas circunstâncias, a pectina pode ser desdobrada em metanol por efeito das enzimas naturais. O metanol é altamente tóxico, afectando severamente, mesmo em pequenas concentrações, os olhos. Estudos mais recentes vieram lançar dúvidas sobre os efeitos nefastos da malvina e demonstrar que a presença de metanol é mais o resultado da má vinificação do que das características intrínsecas das uvas americanas. É com base nesses estudos que a Comissão Europeia admite que as castas interespecíficas não são necessariamente produtoras de vinho de má qualidade e que nem sempre põem em risco a saúde. Recomenda contudo, muita precaução quanto à sua elaboração, tendo em conta a percentagem de acidez do mosto e a sua relação directa com a presença de metanol.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

Canastros/Espigueiros



 O canastro, também chamado espigueiro ou caniço, é uma estrutura normalmente de pedra e madeira,existindo no entanto alguns inteiramente de pedra, com a função de secar o milho grosso através das fissuras laterais, e ao mesmo tempo impedir a destruição do mesmo por roedores através da elevação deste. Como o milho requer que seja colhido no Outono, este precisa de estar o mais arejado possível para secar numa estação tão adversa como o Inverno. Os telhados eram essencialmente de colmo, mas há em lousa e mais recentemente em telha antiga. O chão era geralmente feito em madeira. Desconhece-se a origem dos primeiros canastros, mas pensa-se que possam ter origem na época do Castros. Se comparamos os canastros feitos com as construções nos antigos "Castros" vemos que seguem uma estrutura semelhante, podendo pensar-se que os canastros são uma variante dessa construção. Por isso penso que se devem tomar medidas protectoras na tentativa de preservar estas construções ancestrais, o que será uma mais valia para o nosso património e para a nossa cultura. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Panóplias


Grande parte da minha infância durante o meu período de férias ,foi passada nesta povoação ,e no dia a dia, trocavam-se palavras com normalidade sobre nomes de terras de cultivo, que me deixavam ficar a pensar ,já nessa altura, qual  a origem das mesmas?
Por vezes interrogava algumas pessoas, tentando obter elementos para a natureza das ditas cujas , mas na maioria das vezes davam-me a seguinte resposta:"Sabes, isso já vem do tempo dos nossos avós" e mais não adiantavam.
Aqui fica uma panóplia desses mesmos nomes: 
Regadinha,Calvel,Bouço,Carvalhinho,Ribeira d'Além,Chão do Nabal,Lameiro do 
Coelho, Outeiro Quebrado,Coxinhos,Manguitos e muitas mais.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Reconstrução da Capela



A sua reconstrução envolveu o trabalho de muitas pessoas e também, como seria óbvio ,o dispêndio de alguma quantia em dinheiro. Algumas dessas pessoas doaram as imagens do Stº António, da Nª Sª de Fátima e do Sº João, outras os pequenos acessórios inerentes ao contexto da igreja católica.
A reconstrução em termos de interiores foi concentrada objectivamente no altar e nas pinturas ,que foram efectuadas com ouro velho nas madeiras consumidas pelo tempo. O púlpito existente também "sofreu" algumas remodelações, não afectando a sua estrutura, por sua vez o coro teve que ter uma maior atenção, visto o mesmo estar num estado de ruína já muito adiantado.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Festividades Nª Sª de Boa Morte




Em honra da Nª Sª de Boa Morte têm-se realizado todos os anos, após a reinauguração da sua capela, festividades que se iniciam com uma missa, à qual se segue uma procissão que percorre uma parte da povoação. As mesmas decorrem durante o mês de Julho, verificando-se uma grande afluência de forasteiros que contribuem para a sua maior visibilidade e dinâmica.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Capela Nª Sª de Boa Morte





A capela existente e denominada por Nossa Senhora de Boa Morte,esteve durante anos a degradar-se tendo chegado a um estado deplorável. No entanto, por iniciativa do Sr. Joaquim Fernandes Correia e esposa, foi encetado um peditório para a reconstrução da mesma. O contributo monetário oferecido pelos habitantes e outro benfeitores,veio ajudar à sua recuperação. Hoje totalmente reconstruída, oferece a todos os visitantes uma imagem generosa da sua beleza.
O culto a Nossa Senhora de Boa Morte é uma tradição da igreja católica. No ano de 1661, em Lombo do Atouquia, freguesia de Calheta, Açores, já existia uma capela da Nossa Senhora de Boa Morte, fundada por Francisco Homem de Couto. O culto passou fronteiras tendo a sua maior presença no Brasil.
Em relação à Virgem, o título Senhora de Boa Morte está ligado ao final da oração denominada "Avé Maria": "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A CASA de ANTELAS

Esta casa remonta ao séc. XVII e pertenceu à D. Maria das Dores, embora esta casa fosse mais conhecida por a casa do Dr. Joaquim de Almeida, pessoa muito ilustre nesse tempo, que era irmão da D. Maria das Dores.
A casa passaria depois para a D. Maria José que deixaria herdeiro o Dr. José Dinis Vieira, que era um médico muito conceituado. Esta família estava intimamente ligada com a casa de Pereiras, já que o Dr. Joaquim de Almeida era irmão do Dr. António, dono dessa casa.
A casa em si não tem um grande valor, até que está em ruínas. Entrava-se por uma porteira que iria dar para um terreiro rectangular interior. Do lado direito ficava a cozinha grande, imponente, cuja chaminé é grandiosa, assim como o forno em que toda a freguesia cozia o pão (a grande característica desta povoação é a sua grande interajuda e espírito comunitário, quando aqui fomos, estava uma malhadeira a malhar o centeio de toda a freguesia, claro que todos ajudavam, às vezes, contaram-nos, ainda hoje, se juntam cerca de 17 a 18 pessoas para, por exemplo, ir sachar uma terra de milho), hoje por lamentável que seja a cozinha serve de galinheiro.
Pouco adiante há uma sala enorme onde a freguesia se juntava para fazer os seus bailes. Depois eram os quartos pequenos e atarracados como é característico. Do lado esquerdo, onde hoje estão alojados os os armamentos para os animais e é guardado o pasto, seria em tempos uma capela e realmente pela configuração do aposento podemos confirmá-lo.
Conta-se também que na casa em frente a esta, por uma janela, o Dr. Pinto de Viseu assistia à missa, isto antes dele se ter zangado e mandado fazer uma capela dentro da sua propriedade, cuja a padroeira é a Senhora da Boa Morte que hoje se encontra bastante danificada, entrando nomeadamente chuva lá dentro. Da antiga capela nada resta, já que se conta que o oratório foi vendido para Beja.
A casa além de ameaçar ruínas tem também uma característica: a parte de baixo foi vendido e o proprietário é o Sr. Aires Moita; a parte de cima foi vendida e é do Sr. António Lopes.
É uma pena que uma casa como esta esteja em tão avançado estado de degradação, o mesmo é tão grande que em algumas divisões nem se pode entrar visto o chão estár a cair.
Estes elementos foram gentilmente cedidos pelo Sr. Filipe Soares actual responsável pelo Museu Municipal de Oliveira de Frades(10/2008).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dt. Joaquim de Almeida


Médico, natural da povoação de Antelas, freguesia de Pinheiro de Lafões e terá vivido entre a 2.ª metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
É oriundo da “Casa dos Sete Doutores”, assim conhecida por a ela estarem associados sete irmãos (médicos na sua maioria), conhecidos pela “Geração de Antelas”.
 Destacou-se também pela sua participação política, sendo partidário de um dos dois partidos monárquicos da altura (Partido Regenerador/Partido Progressista), desconhecendo-se contúdo, qualquer cargo político (local ou nacional) que tenha desempenhado.
 Entre os relevantes serviços prestados ao concelho pelo Dr. Joaquim de Almeida, destaca-se a restauração definitiva da Comarca de Oliveira de Frades, em 9 de Novembro de 1904.
 A título de homenagem, o seu nome foi dado ao largo fronteiriço ao edifício dos Paços do Concelho. 
 Está sepultado em jazigo subterrâneo no Cemitério Paroquial de Pinheiro de Lafões.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PINHEIRO de LAFÕES-A Minha Freguesia









No século XVI, segundo o «Cadastro das Populações do Reino»(1527) a freguesia de Pinheiro de Lafões era constituída por 13 lugares com um total de 73 fogos, assim distribuidos:
Pinho----------------10-Paços----------------02-Catriz---------------08-Nespereira-----------10-Povoa da Prova-------02-Amtelas--------------04-Paredes--------------12-Povoa do Souoreiro---02-Pereiras-------------05-Ral------------------04-Ponte Forra----------03-Couso----------------06-Porto Ferro----------05

Em 1758 possuía 188 fogos e 206 no primeiro quartel do século XIX. Em 1960 possuía 374 fogos com 1472 habitantes. Em 1970 registaram-se 1163 fogos e 1218 habitantes.
A toponímia desta freguesia é o primeiro indício da antiguidade do seu povoamento. Em 1258 já a paróquia de S. Maria de Pinheiro pertencente à dilatada «terra», distrito ou julgado de Lafões, estava constituída e, decerto, há muito. Compunham-na, no século XIII, as «vilas» rústicas de Guetriz, Nespereira, Paredes Secas, Pereiras, Pinheiro, Porto(de)Ferreiro, Rial e Vespeiras. Paredes alude à arqueologia local e ao povoamento pré-histórico. No geral, são vizinhos de castros lusitanos todos os lugares que em Portugal se denominam Paredes Secas. Parece-nos difícil de determinar o sentido do segundo termo, ligado ao primeiro. Guetriz um genitivo do nome pessoal que deu origem a uma povoação fundada por um germânico, Guedaricus-com início, portanto numa Guedarici Villa «vila» ou quinta de Guedaricus. O nome Vitericus também se presta à interpretação. Do século XI para o século XII possuía aqui bens o rico-homen da «schola» do conde D.Henrique João Gosendo parece que o governador da «terra» de Lafões por toda a qual teve bens numerosíssimos, uns de herança e outros de compra, de cujos títulos estão publicados muitos documentos. Em 1101 Diogo Peres e sua mulher Matrona venderam a D. joão Gosendes e sua mulher, D. Ximena Froiaz muitos bens em várias terras destas imediações entre as quais em Nespereira e em Porto(de)Ferreiro. Este nome era pessoal e muito usado até ao século XIII(nalguns casos, porém, alcunha). O mosteiro de S. Cruz de Coimbra veio a possuir nesta freguesia muitas herdades(um casal em Paredes Secas, seis em Pinheiro, toda a «vila» de Pereiras e parte de Porto de Ferreiro: e como D. João Gosendes doou os seus bens aquele mosteiro, parece pouco de duvidar que fosse este nobre o doador daqueles-e, portanto,um remoto senhor de honras que havia na paróquia de Pinheiro. A sua linhagem e de sua mulher, Dona Ximena, não são fáceis de determinar. Parece que a sua residência era em Coimbra; e em 1087 assistia na cúria do conde Sisnando, governador do território entre o Douro e as terras ainda dominadas pelos Árabes. Data de 1092 a sua primeira doação, a S. Salvador de Coimbra, por alma de seu irmão, Nuno Gosendes. Outras fez à Sé de Coimbra. No sítio de Fiais havia quatro casais que pertenciam ao mosteiro de S.João de Tarouca e o de Salzedas tinha, também, um nos quais ia na hoste e anúduva. Na relação dos bens de Salzedas organizada por Frei B. dos Reis não figura estas possessão entre os do dito mosteiro em «terra» de Lafões. Talvez nessa época(1610) estivesse perdido o título do cartório e o mosteiro já não lograsse esse casal-tudo por incúria dos abades(de que há muitos exemplos análogos).À freguesia foi chamada Pinheiro de Lafões(esta designação porém, não se encontra na Idade Média); e diz-se que o topónimo é devido à existência de um enorme e velho pinheiro, que abrigou uma antiquíssima ermida de S. Maria(que se substituiu pela matriz) e que um temporal derrubou no princípio do século XVIII. Trata-se de interpretação frágil, dada a grande antiguidade do topónimo. Este, supomos, deve corresponder antes a um baixo latim «pinarius»-adjectivo significando, em expressão plena, o terreno propício à proliferação do pinheiro(«pinus»).

sábado, 18 de outubro de 2008

ANTAS PINTADAS-DESENHOS









Antelas constitui, sem dúvida, o monumento megalítico iconografado melhor conservado da Península Ibérica. Os recentes trabalhos arqueológicos, seguidos de medidas de protecção, permitiram a sua observação e a realização de novos estudos, nomeadamente o levantamento das pinturas e gravuras, análise química dos pigmentos, etc.
Neste âmbito destaca-se a datação pelo processo de Carbono 14 de material orgânico (madeira carbonizada) contido no "pigmento" preto das pinturas, permitindo situá-las entre 3625 e 3140 cal. AC. A construção do dólmen terá ocorrido um pouco antes, algures (ou mesmo com posterioridade), entre 3990 e 3700 cal. AC, como parecem indicar outras três datações de amostras de madeira carbonizada recolhidas nos sedimentos existentes no átrio, enquadrando-se, genericamente, no período de apogeu do megalitismo na Beira Alta (4000-3600 cal. AC).
É a primeira vez que pinturas de monumentos megalíticos, cronologicamente situáveis na última fase do período Neolítico, são datadas pelo processo de Carbono 14, embora este método tenha já sido utilizado para a datação de pinturas paleolíticas, nomeadamente de grutas francesas e do norte de Espanha. A aplicação do Carbono 14 às pinturas cujo pigmento contenha matéria orgânica é agora possível com a utilização do acelerador de partículas, permitindo a análise de amostras de alguns miligramas.
Os resultados radiocarbónicos de Antelas terão de ser aferidos com novas análises, pois os parâmetros temporais definidos são muito extensos. Por outro lado, os trabalhos de campo indicam que o monumento terá tido pinturas desde o momento da sua construção, mas é também de admitir o seu reavivamento (e, mesmo, o retoque e acrescentamento de outros motivos) ao longo do período de tempo em que o monumento esteve em funcionamento. De facto, nas pinturas a vermelho é possível identificar, pelo menos, dois tons, e os motivos executados a preto apresentavam-se bastante nítidos, por vezes mesmo "empastados", como, aliás, os primeiros escavadores do monumento observaram. Neste contexto, só múltiplas análises permitirão definir os diferentes momentos da "vida" do monumento.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ANTA PINTADA

Rodeada por eucaliptal e algum mato e coberta ela própria por vegetação arbustiva, a mamoa pode passar despercebida ao olhar menos atento. Até a porta fechada de traçado rectangular pode sugerir tratar-se de uma construção rural para abrigo ou armazenamento de alfaias agrícolas. Mas por baixo desta pequena elevação esconde-se um tesouro com alguns milhares de anos. Trata-se da Anta Pintada de Antelas, um dos monumentos megalíticos mais extraordinários do nosso país.
Aberta a porta, uma luz mortiça penetra alguns metros pelo túnel que conduz à câmara funerária. E é nesta câmara que se encontra o elemento de maior interesse desta construção: as pinturas decorativas que foram feitas sobre os esteios e que se encontram magnificamente preservadas. Estas pinturas, a vermelho e preto, contêm representações geométricas, sendo umas figurativas e outras abstractas. 
Entre os elementos identificados nestas pinturas são de referir: ziguezagues, labirintos, o sol e a lua, dentes de lobo e figuras humanas.
Classificada como Monumento Nacional desde 1990, a Anta de Antelas surpreende pelo bom estado em que se encontra, sendo de salientar o cuidado que tem havido com a sua conservação, nomeadamente por parte da Câmara Municipal de Oliveira de Frades.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O INICIO


Antelas é uma povoação situada no concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu, sendo considerada uma das mais antigas da região, visto nela, terem sido encontrados vestigios pré-históricos.
Aqui explorou o Prof.A.Girão duas antelas, uma imcompleta e outra completa, esta formada por nove grandes lajes de granito de três metros de altura.
A dois metros e meio de profundidade, encontrou três machados de pedra, um pedaço de outro machado, uma placa de xisto e uma faca de silex com a forma de costela de porco.
Nas faces interiores das lajes, alisadas, notou desenho de xadrez a ocre vermelho, com tinta perfeitamente conservada. Encontrou ainda, pedaços de carvão vegetal e muita cinza, o que o levou a crer que o cadáver ali sepultado tivesse sido incenerado. Numerosos calhaus de quartezito que encontrou seriam o resultado de cerimónias fúnebres, em que cada indivíduo que acompanhava o cadáver atiraria uma pedra sobre ele.
A outra mamoa, a cem metros desta, tem ainda seis lajes de uma antela destruida.
Antelas foi berço de um dos mais ilustre filhos do concelho, o Dr. Joaquim de Almeida.

Portugal e Brasil unidos com troca de afetos em Lafões

Portugal e o Brasil têm inestimáveis laços construídos ao longo de centenas de anos. Países irmãos, cujas histórias se cruzam e entrelaçam c...