quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PROVÉRBIOS de NOVEMBRO


Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
Outubro lavrar, Novembro semear, Dezembro nascer.
Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
Dia de São Martinho, fura o teu pipinho.
Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
Do São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.
Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.
Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.
No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.
Pelo São Martinho, abatoca o teu vinho.
Pelo São Martinho, mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
Pelo São Martinho, nem favas, nem vinho.
Pelo São Martinho, todo o mosto é bom vinho.
Por São Martinho, nem favas, nem vinho.
Dos Santos ao Natal, Inverno natural.
De Santa Catarina ao Natal, mês igual.
De Todos os Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PROVÉRBIOS de OUTUBRO

“Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.”

“Outubro quente traz o diabo no ventre.”

“Em Outubro, o lume já é amigo.”

“Se queres alho cruzado, semeia-o no mês de Outubro.”

“Em Outubro não fies só lã; recolhe o teu milho e o teu feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.”

“Em Outubro meu trigo cubro.”

“Em Outubro semeia e cria, terás alegria.”

“Em Outubro paga tudo e recolhe tudo.”

“Logo que Outubro venha, procura lenha.”

“Em Outubro recolhe tudo.”

“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”

“Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.”

“Em Outubro pega tudo.”

“Logo que Outubro venha, procura lenha.”

“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”

“Em Outubro, o fogo ao rubro.”

“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”

“Outubro suão, negaças de Verão.”

“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”





terça-feira, 27 de outubro de 2015

PROVÉRBIOS SETEMBRO

“Em Setembro tem Deus a mesa posta.”
 
“Em Setembro, andando e comendo.”
 
“Quem planta no S. Miguel, vai à horta quando quer.”
 
“Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.”
 
“Em Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos.”
 
“Para vindimar deixa o Setembro acabar.”
 
“Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.”

 



“Em tempo de figos não há amigos.”
 
“Vindima molhada, pipa depressa despejada.”
 
“Águas verdadeiras, por S. Mateus (dia 21) as primeiras.”
 
“Em Setembro planta, colhe e cava que é mês para tudo.”
 
“S. Miguel soalheiro enche o celeiro.”
 
“Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.”

“Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.”

“Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.”




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

RECUPERAÇÃO das ANTAS

Autarquia de Oliveira de Frades tem plano de conservação para evitar destruição das pinturas da Anta de Antelas.

A Câmara Municipal de Oliveira de Frades quer realizar uma operação de conservação e restauro no dólmen de Antelas, na freguesia de Pinheiro, num dos mais importantes monumentos megalíticos em Portugal. O vestígio arqueológico, com cinco mil anos, apresenta nesta altura alguns problemas, relacionados com infiltrações de água e humidade, e que ameaçam as pinturas existentes na anta.
Para evitar uma eventual perda patrimonial, a autarquia traçou um plano de intervenção  que prevê também um arranjo do espaço exterior ao monumento e a colocação de painéis informativos. O projecto já foi candidatado ao novo quadro comunitário de apoio, através da CIM Viseu Dão Lafões, esperando a autarquia obter financiamento europeu para a obra.
Apesar de o dólmen de Antenas não estar sempre aberto ao público, e de quem o quiser ver necessitar de pedir uma chave no museu municipal, são muitos o que visitam. Há até estrangeiros que vêm de propósito a Portugal para visionar a anta, informou o técnico superior de cultura na Câmara de Oliveira de Frades, Filipe Soares.




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O VOUGUINHA

A Linha do Vale do Vouga, mais conhecida por Linha do Vouga, é um troço ferroviário, que ligava a Linha do Norte, em Espinho, à Linha do Dão, em Viseu, numa extensão de 140 km, e que entronca, em Sernada do Vouga, com o Ramal de Aveiro. Foi inaugurada totalmente em 5 de Fevereiro de 1914.
Actualmente, apenas liga Espinho a Sernada do Vouga, continuando até Aveiro, passando por Águeda.
Inicialmente, as composições utilizadas eram compostas por locomotivas a vapor, vagões e carruagens de madeira. Após a reabertura da Linha do Vouga, todos os serviços passaram a ser assegurados por automotoras. Nesta linha circularam as Séries ME 50, 9300, 9400 e 9630.


            




   
                           

Excertos do filme A Luz Vem do Alto (1959) em que é possível ver o Vouguinha a percorrer a Linha do Vale do Vouga ao lado da Estrada Nacional 16 e a atravessar a Ponte do Poço de S. Tiago.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

PROVÉRBIOS de AGOSTO

» Agosto nos farta, Agosto nos mata.

» Quem em Agosto ara, riqueza prepara.

» Quem não debulha em Agosto debulha com mau gosto.

» Quem malha em Agosto malha contra gosto.

» Chuva em Agosto enche o tonel de mosto.

» Chuva em Agosto: açafrão, mel e mosto.

» Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.

» Agosto amadurece, Setembro vindimece.

» Agosto tem culpa se Setembro leva a fruta.

» Em Agosto, toda a fruta tem gosto.

» Temporã é a castanha que em Agosto arreganha.

» Seja o ano que for, Agosto quer calor.

» Se queres o teu homem morto, dá-lhe couves em Agosto.

» Em Agosto, ardem os montes; em Setembro, secam as fontes.

» Nem em Agosto passear nem em Dezembro marcar.

» Em Agosto, candeeiro posto.

» Em Agosto, frio no rosto.





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

PROVÉRBIOS de JULHO

“Em Julho eu o ceifo e o debulho.”
 
“Em Julho tudo farás, só o teu verde não ceifarás.”
 
“Julho sem pulgas no cão, vento norte e muito frio é sinal de pouco pão.”
 
“Água de Julho no rio não faz barulho.”
 
“Julho claro como olho de gado.”
 
“Julho passado sem pré foi melhor.”
 
“Julho fresco, Inverno chuvoso, estio perigoso.”
 
“Não há maior amigo que o Julho com seu trigo.”
 
“Ao quinto dia verás que mês terás.”
 
“Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover.”
 
“Frio de Julho abrasa em S. Tiago (dia 25).”
 
“Pelo S. Tiago pinta o bago e cada pinga vale um cruzado.”
 
“Nevoeiro de S. Pedro põe em Julho o vinho a medo.”
 
“Chuva de Julho: Santa Marinha vem com a cabacinha e S. Tiago com o canado.”
 
“Água de Julho, no rio não faz barulho.”

“Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.”

“Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.”

“Nevoeiro de S. Pedro, põe em Julho o vinho a medo.”

“Quem em Julho ara e fia, Ouro cria.”




OUTRORA FOI ASSIM...


Em Oliveira de Frades era assim.





video

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Barragens de Ribeiradio e Ermida em fase de conclusão...

Do sonho à realidade, hoje a albufeira de Ribeiradio tem 23Km de extenção. "As centrais
hidroelétricas de Ribeiradio e Ermida estão concluídas e ambas produzem já energia. Com a entrada em funcionamento da central de Ribeiradio, em Maio último, ficou concluída a etapa fundamental do projeto, cuja construção teve início em 2010. Nesta altura decorrem apenas os últimos trabalhos "relacionados com arranjos paisagísticos", disse à Gazeta da Beira fonte oficial da EDP.
Prevê-se que a produção média anual de energia elétrica ronde os 139 GWh. "Capaz de satisfazer o consumo de 28 000 a 30 000 pessoas, mais do que a população dos concelhos de Sever do Vouga e Oliveira de Frades onde se desenvolvem os trabalhos'", e acrescenta a mesma fonte.


Ainda não está marcada a inauguração da Barragem. A EDP garante que está a conciliar agendas para o efeito.
Em 2010 iniciava-se um grande empreendimento na região. A construção da Barragem de Ribeiradio e Ermida que uniu quatro concelhos: Sever do Vouga, Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vale de Cambra, num total de 13 freguesias. Durante cinco anos a construção foi um foco de desenvolvimento local.

terça-feira, 28 de julho de 2015

PROVÉRBIOS MÊS JUNHO

“Lavra pelo S. João se queres ter palha e pão.”

“Junho calmoso, ano formoso.”

“Chovam trinta Maios e não chova em Junho.”

“Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.”

“Quando Jesus se encontra com João, até as pedras dão pão.”

“A chuva de S. João bebe o vinho e como o pão.”

“Quem quiser bom melão, semeia-o na manhã de S. João.”

“Em Junho abafadiço fica a abelha no cortiço.”

“Ande onde andar o Verão há-de vir no S. João.”

“Sol de Junho madruga muito.”

“Pelo S. João a sardinha pinga no pão.”

“Com vento se limpa o trigo e os vícios com castigo.”

“Em Junho, frio como punho.”

“Guerra de S. João, paz todo o ano.”

“Para Junho guarda um toco e uma pinha, e a velha que o dizia guardados os tinha.”

“Sol de Junho, madruga muito.”

“Chuva de Junho, peçonha do mundo.”

“Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.”

“Feno alto ou baixo, em Junho é cegado.”

“Junho floreiro, paraíso verdadeiro.”

“Junho, dorme-se sobre o punho.”

“Junho, foice em punho.”



terça-feira, 7 de julho de 2015

A linha de muitas vidas-Vale do Vouga

Voltar ao passado e reviver viagens inesquecíveis através do Vale do Vouga, no Vouguinha, que nos transportava a velocidades vertiginosas, que em alguns troços atingia os 40 Kms/hora....faz-me falta o cheiro característico  do fumo que saía da chaminé e das fagulhas que na altura do calor provocava um número infindável de incêndios....hoje grande parte do seu itinerário foi destruído pelas mãos do homem.



                             

sexta-feira, 12 de junho de 2015

EMIGRAÇÃO

- Em 2013, terão entrado nos países de destino pelo menos 110 mil portugueses, quase três vezes mais do que em 2001.
- O Reino Unido é o país para onde emigram mais portugueses: 30 mil em 2013. Entre 2012 e 2013, o número de entradas cresceu 47%. 
- A nova emigração portuguesa é mais qualificada do que no passado. A percentagem dos diplomados cresceu mais de 50%, passando de 7%, em 2001, para 17%, em 2011. 
Contudo mais de 60% da população emigrada nos países da OCDE continua a ter apenas a escolaridade básica. Os emigrantes das anteriores vagas da emigração portuguesa, menos qualificados, são ainda muito mais numerosos do que os novos emigrantes. 
- Dos 16 países mais importantes de destino dos portugueses, dez são europeus. A emigração portuguesa é, hoje, uma emigração basicamente europeia. 
- Em 2013 os portugueses foram a nacionalidade mais representada entre os novos imigrantes que entraram no Luxemburgo e em França. Na  Suíça foram a segunda nacionalidade mais representada e no Reino Unido e Brasil a quinta. 
- A França é ainda o país do mundo com maior número de portugueses emigrados, ultrapassando o meio milhão de indivíduos (592.281 em 2011). 
- A Suíça é o segundo país do mundo onde residem mais emigrantes portugueses, em número superior a 200 mil (211.451 em 2013). 
- Os portugueses são a segunda nacionalidade mais numerosa entre a imigração na Suíça (9% dos imigrantes) e a terceira maior população imigrante a residir em França (11% do número total de imigrantes). 
- Mais de um quinto (22%) dos estrangeiros que obtiveram a nacionalidade luxemburguesa em 2013 eram portugueses.
E assim a diáspora vai criando locais onde podem recordar as suas terras, Uma maneira de terem as suas raízes bem próximo!

                                  https://www.facebook.com/profile.php?id=100009713642899







A INFORMAÇÃO REGIONAL


Saber o que acontece a nível local e regional e não apenas em Lisboa ou nos grandes centros é fundamental, para uma maior interação entre as comunidades e os atores locais. A imprensa/média regional são um dos pilares da nossa democracia participativa, porque assume um papel de porta-voz da promoção da grande região onde está inserida. As matérias que publica, a par dos artigos de opinião, são contributos para a preservação de identidades e para o enraizamento, porque liga as gentes à terra onde vivem. Como nenhum outro meio de comunicação, a imprensa/média regional é capaz de vencer fronteiras geográficas na ligação às comunidades. E, uma região só ganha quando tem uma imprensa forte.




https://lafoestv.wordpress.com/

segunda-feira, 1 de junho de 2015

RAÍZES DE UMA POVOAÇÃO





Todos foram viajantes no tempo, alguns nasceram e morreram na povoação, estando todos no entanto inseridos no ciclo da vida. Nos tempos actuais o número de "Antelenses" é diminuto, no entanto vão resistindo às agruras do tempo.
Aos resistentes o meu sincero agradecimento por não deixarem "morrer" Antelas" e manterem vivo o interior de uma povoação.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PROVÉRBIOS MÊS MAIO


Em Maio a quem não tem basta-lhe o saco.
Em Maio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.
Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.
Sáveis em Maio, maleitas todo o ano.
Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.
Dia de Maio, dia de má ventura; ainda é de manhã, logo é noite escura.
Diz Maio a Abril: ainda que te pese me hei-de rir.
Favas o Maio as dá, o Maio as leva.
Fraco é o Maio que não rompe uma palhoça.
Guarda o melhor saio para Maio.
Guarda pão para Maio, lenha para Abril, o melhor bicão para o São João.
Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.
Maio couveiro não é vinhateiro.
Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio hortelão, muita parra e pouco pão.
Maio me molha, Maio me enxuga.
Maio não dá capote.
Maio pardo, ano farto.
Maio pardo, Junho claro.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Trovoada de Maio depressa passa.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
A boa cepa, Maio a deita.
A erva, Maio a dá, Maio a leva.
Abril chove para os homens e Maio para as bestas.
Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
Primeiro de Maio, corre o lobo e o veado.
Quando em Maio não toa, não é ano de broa.
Quando Maio chegar, é preciso enxofrar.
Quando Maio chegar, quem não arou tem que arar.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não sacha a leira, anda todo o ano em canseira.
Quem em Maio não merenda, com os mortos se encomenda.
Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
De Maio a Abril, não há muito que rir.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.


terça-feira, 28 de abril de 2015

Alternativas.....o futuro está aí!

A energia eólica representa o aproveitamento da energia cinética contida no vento para produzir energia mecânica (a rotação das pás) que pode a seguir ser transformada em energia eléctrica por um gerador eléctrico. 
O vento é utilizado há milhares de anos para responder às necessidades energéticas da actividade humana, por exemplo para propulsar meios de transporte (barcos à vela), bombear água ou permitir o funcionamento de actividades industriais, como era o caso dos moinhos de vento ainda visíveis no cume de muitos montes portugueses.


Aldeia da Bezerreira - Freguesia Varzielas, Oliveira de Frades                                                                       
Existem paisagens fantásticas e um meio ambiente óptimo onde se pode desfrutar da natureza em todo o seu esplendor, utilizando os percursos de interpretação ambiental construídos para o efeito, as praias fluviais ou simplesmente percorrendo o concelho.








segunda-feira, 20 de abril de 2015

PROVÉRBIOS de ABRIL

Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.
 
Em Abril águas mil.
 
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
 
Abril molhado, sete vezes trovejado.
 
Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.
 
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
 
Em Abril cada pulga dá mil.
 
Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.
 
Tarde acordou quem em Abril podou.
 
Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.
 
Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.
 
O vinho e Abril é gentil.
 
No princípio ou no fim, Abril é ruim.
 
O grão em Abril, nem por semear nem nascido.
 
Sáveis por S. Marcos (dia 25) enchem os barcos.
 
Não há mês mais irritado que Abril zangado.
 
Inverno de Março e seca de Abril deixam o lavrador a pedir.
 
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
 
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Abril, Abril, está cheio o covil.

Não há mês mais irritado do que Abril zangado.

No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.

Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
 
Em Abril queima a velha o carro e o carril.

Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.

Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.








sábado, 4 de abril de 2015

BARRAGEM da ERMIDA-RIBEIRADIO- RIO VOUGA

OPWAY Engenharia vai participar na obra do aproveitamento Hidroeléctrico de Ribeiradio – Ermida, empreitada orçada em 88 milhões de euros que deverá estar concluída em 2013(2015). O Primeiro-ministro, José Sócrates, assistiu ao lançamento desta obra reconhecida como Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), na freguesia de Ribeiradio, concelho de Oliveira de Frades.
O aproveitamento hidroeléctrico de Ribeiradio – Ermida, à semelhança da obra de reforço de potência da barragem de Picote na qual a OPWAY também está envolvida, enquadra-se na estratégia do Governo de duplicar a capacidade de produção de energia eléctrica e eliminar as importações (actualmente cerca de 20% do consumo) de electricidade até 2020.
Esta obra vem reforçar portfolio da OPWAY em empreitadas na área dos recursos hídricos, que inclui, entre outras, as barragens da Bouçã e do Picote, a Central Térmica da Tapada do Outeiro, duas barragens de terra no Alqueva, ampliação da Capacidade de Produção do Subsistema de Castelo do Bode e o reforço da barragem do Picote.
Potência total instalada de 78,1 megawatts.
A barragem é composta por duas infra-estruturas - Ribeiradio e Ermida – e tem como finalidade principal a produção de energia hidroeléctrica por fonte renovável e limpa, garantindo também os volumes necessários para o abastecimento público, industrial e rega, tanto a jusante do aproveitamento como a partir das albufeiras que serão criadas. Quando concluído, o aproveitamento
hidroeléctrico de Ribeiradio-Ermida irá possuir uma potência total instalada de 78,1 megawatts.
O projecto, desenvolvido pela Greenvouga (empresa detida pela EDP e pela Martifer) e há muito reclamado pela população local, irá dar oportunidades de actividade a centenas de fornecedores e empresas da região. Estima-se que no pico da obra, 550 pessoas directamente e 1700 indirectamente estarão a trabalhar neste projecto, que se prolonga por 44 meses?




           

quarta-feira, 25 de março de 2015

PROVÉRBIOS de MARÇO


Em Março, cada dia chove um pedaço.
Em Março, tanto durmo como faço.
Entre Março e Abril o cuco há-de vir.Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Janeiro geoso, Fevereiro nevado, Março frio e ventoso, Abril chuvoso e Maio pardo, fazem o ano abundoso.
Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
Março chove cada dia o seu pedaço.
Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de rainha, noite corta que nem foicinha.
Março pardo e venturoso traz o ano formoso.
Março, tanto durmo como faço.
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
O enxame de Março mete-o regaço.
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda em Março, vindima no regaço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
Quem não poda em Março, vindima no regaço.


terça-feira, 24 de março de 2015

IGREJA PAROQUIAL de PINHEIRO de LAFÕES

As mais antigas referências documentais que se conhecem sobre a paróquia de Santa Maria de Pinheiro, inscrita no julgado de Lafões, remontam às Inquirições de 1258, mas a realidade é que a sua existência parece ser bastante mais remota. A igreja actual resulta das várias campanhas de obras de que foi objecto, no decorrer do século XVIII, e da reconstrução ocorrida em 1827, data que surge gravada da fachada principal. 
As obras documentadas da primeira metade de Setecentos incidiram sobre a capela-mor, demolida em 1729 e substituída por uma nova, construindo-se ainda, em 1741, uma capela com acesso para a rua. Já na segunda metade da centúria, os trabalhos incidiram na residência paroquial, que se admite corresponder à primitiva igreja, onde se registou a data de 1787, no portal de entrada. Já no contexto da campanha do século XIX, e para além da frontaria com o ano de 1827, registam-se obras na sacristia em 1831. A residência paroquial foi alvo de um incêndio que a destruiu, bem com ao seu acervo documental, em 1982, mas em sete anos mais tarde já se encontrava reconstruída. Por fim, entre 1997 e 1998, todo o conjunto arquitectónico beneficiou de um projecto de valorização, com o arranjo do adro, e a colocação neste espaço do antigo portal de acesso à residência paroquial. 
A fachada do templo denuncia, nas suas linhas onduladas e em pormenores neoclássicos, a feição tardia da sua execução. Delimitada por pilastras coroadas por urnas, e frontão de lanços curvos, é marcada pela abertura do portal, com pilastras estriadas, de verga curva e com frontão de aletas e remate em cortina. Sobrepõe-se-lhe a janela do coro, de linhas curvas ladeada por outras duas de dimensão mais reduzida. A torre sineira ergue-se à esquerda, dividindo-se em três registos, terminando em coruchéus. No interior, de nave única abobadada, ganha especial importância o retábulo-mor que, tal como os colaterais, pode ser datado do final do século XVIII ou do início do século XIX. Já os laterais são da primeira metade de Setecentos. 
O templo é envolto pelo adro, com a casa paroquial à direita e, alinhado com a fachada da igreja, o antigo portal da residência paroquial, de verga recta encimado por frontão de aletas interrompido. 
Do conjunto faz ainda parte o cemitério, do lado direito da igreja, inaugurado a 16 de Setembro de 1870 e a ponte ferroviária, junto ao cemitério. Construída em 1913, inscreve-se na série de pontes da linha do Vale do Vouga, encontrando paralelo na Ponte dos Melos, também no concelho de Oliveira de Frades. Trata-se de uma estrutura de arcos múltiplos, em alvenaria de pedra, e de traçado 
em curva. A estação de Pinheiro de Lafões foi desactivada na década de 1970. 




quinta-feira, 19 de março de 2015

PROVÉRBIOS de FEVEREIRO


Água de Fevereiro, mata o Onzeneiro.
Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.
Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
Fevereiro é dia, e logo é Santa Luzia.
Fevereiro enxuto, rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
Fevereiro recouveiro, afaz a perdiz ao poleiro.
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.
O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.
Para parte de Fevereiro, guarda lenha de Quinteiro.
Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.
Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O SINO DA MINHA ALDEIA

Oh sino da minha aldeia 
Dolente na tarde calma 
Cada tua badalada 
Soa dentro da minha alma 

E é tão lento o teu soar 
Tão como triste da vida 
Que já a primeira pancada 
Tem o som de repetida 

Por mais que me tanjas perto 
Quando passo sempre errante 
És para mim como um sonho 
Soas-me na alma distante 

A cada pancada tua 
Vibrante no céu aberto 
Sinto mais longe o passado 
Sinto a saudade mais perto













sábado, 7 de fevereiro de 2015

LEMBRANÇAS

Quem não se lembra do "Vouguinha", alguns habitantes de Antelas(poucos) têm gratas recordações das viagens atribuladas que fizeram. Quem queria ir até Oliveira de Frades, tinha que se deslocar até ao apeadeiro de Stª Cruz. Hoje praticamente nada existe, nada se preservou...o homem na sua senda destruidora!





sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PROVÉRBIOS DE JANEIRO

Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.
Chuva em Janeiro e não frio, dá riqueza no estio.
Comer laranjas em Janeiro, é dar que fazer ao coveiro.
Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.
Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
Em Janeiro saltinho de carneiro.
Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.
Em Janeiro uma hora por inteiro e, quem bem olhar, hora e meia há-de achar.
Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro.
Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.
Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro.
Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.
Em Janeiro, um Porco ao sol e outro ao fumeiro.
Janeiro fora, cresce uma hora.
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.
Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para o gado.
Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.
Janeiro tem uma hora por inteiro.
Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.
Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.
No minguante de Janeiro, corta o madeiro.
O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.
Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.
Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar.
Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no sendeiro.
Se queres ser bom alheiro, planta alhos em Janeiro.
Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.
Verdura de Janeiro, não vai a palheiro.
Vinho verde em Janeiro, é mortalha no telheiro.


Portugal e Brasil unidos com troca de afetos em Lafões

Portugal e o Brasil têm inestimáveis laços construídos ao longo de centenas de anos. Países irmãos, cujas histórias se cruzam e entrelaçam c...